26/07/08

Energia Criadora...A Força De Construção De Felicidade (?) ...

.
.
.



Energia Criadora...

...A Força De Construção Da Felicidade (?)...


"...quando não existe a capacidade de dar expressão _ nomeadamente através das palavras _ a um fluxo de emoções, sobretudo se estas se encontram em situação de excesso, corre-se o risco de (dis)ruptura, que em muitas ocasiões pode desencadear explosões de fúria, ou violência, como até de furiosa impaciência…sobre outros.
.
Este é o panorama mais frequente em meios de escassa literacia, pela razão óbvia enunciada, ou seja, não havendo palavras por onde o entendimento passe entre as pessoas, estas não se entendem. Em outros meios, que não os de baixa condição cultural, a violência pode do mesmo modo ocorrer pela incapacidade de estabelecer comunicação, independentemente do veículo; não é precisamente a falta de palavras que se fará sentir; possívelmente faltarão os gestos, ou melhor, o seu significado _ positivo _, ou tão só as presenças …
.
Assim, é fácil de compreender que capacidade comunicativa não tem só a ver com a dimensão do léxico ou capacidade linguística; talvez tenha mais a ver com uma qualquer mas eficaz capacidade de dar expressão ao que se sente, i.e., traduzir através de uma ferramenta que servindo de filtro, delonga o processo de reflexão, fazendo a ponte entre causa e efeito (como a verbalização, sendo uma mentalização, a faz entre sensação ou emoção), não só prevenindo os acessos irracionais de violência _ em direcção ao exterior _ como até aqueles que, por excesso de constrição ou mera repressão, conduzam a actos autodestrutivos ou de efeitos perniciosos a prazo, como sejam as manifestações de... patologias.
.
Então expressão será o fluxo de energia gerada e gerida de dentro para o exterior, de forma harmoniosa, e que tem a ver com a capacidade criativa, que é também uma necessidade pois dela depende que aquela relação seja equilibrada e satisfatória, pelo menos quanto à sua existência nesse sentido: dar forma a…de dentro para fora.
.
Em coexistência com o fluxo acima descrito, deveria haver a outra fase correspondente, uma outra metade do circuito, representação em movimento circular de recepção de um fluxo de energia complementar da outra, ou o seu reflexo em influxo, para uma situação de equilíbrio ou harmonia, em contínua hetero-alimentação.
.
Em sua ausência, ou de quantidade/qualidade suficiente ou satisfatória: escreva-se, desenhe-se, pinte-se; cante-se, toque-se/faça-se música, dance-se…borde-se, cozinhe-se _ seja o que for _ …dê-se ouvidos e mãos e corpo… _ o que seja mais apropriado a cada um _ mas que cada um saiba encontrar o que satisfatoriamente o faz mais feliz…ainda que seja só para ser …menos infeliz!"_ (
em moonlight.glow)








Com aquelas palavras como prólogo, gostaria de avançar apenas o suficiente para justificar a razão por que não irei _ pelo menos sozinha _ mais adiante sob aquele título. E o texto poderá, ou não, ser o interruptor de dar início à pretensão que passo a expôr: desejaria que esta página se tornasse (como qualquer vazio que potencialmente apela a ser preenchido...) um instrumento interactivo, no sentido a que pede para ser continuado, ainda se não concluído _ tão (mais? ) tola!, se aspirasse a tal...

Não dependo de público para ser emissora ou construtora de discurso; não necessito de aprovação para saber que tenho um lugar; não preciso de ser contestatária para chamar a atenção e afirmar as minhas posições. Sei quem sou, ou então não sei bem, mas não é este espaço que me dará as respostas a isso.

Sou suficientemente independente para não temer a inclusão de outros; sou suficientemente humana para não desprezar oportunidades de solidão.

Como se pode verificar, não existem acessórios para numerar as passagens ou presenças de leitores, nem inquéritos para medir aprovações ou desacordos. Qualquer visitante é bem vindo, mas indiferente ao que existe, sobretudo se não deixar de si um rasto _ e neste caso terá que ser visível, ou melhor, legível, voluntário e consciente. São essas, e apenas nesse formato, as contribuições, ou melhor, as parcerias que desta vez, desafio o éter a trazer e depôr por aqui.

Depois, quem quiser ou cá chegar poderá verificar:

Alguém se dispõe a registar algo sobre a F.E.L.I.C.I.D.A.D.E ?


Que contributo pode dar a ARTE?

Ou uma CRENÇA ou RELIGIÂO?
.
A AUTO-ÉTICA será suficiente?
.
A RIQUEZA ou o DESPOJAMENTO?
.
A PAIXÃO ou a SERENIDADE?

O ISOLAMENTO ou o mergulho na SOLIDARIEDADE?

O PRAZER ou o SACRIFÍCIO?

Um BÓNUS ou uma CONQUISTA?







Vá lá: quem é o(a) primeira(o) a sair?